Juros para famílias sobem em agosto e inadimplência chega a 6%
Por Redacao | 30/09/2026 07:20 | 4 min de leitura
As famílias brasileiras continuaram enfrentando aumento dos juros, da inadimplência e do endividamento em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC). A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61, 7% ao ano, com alta de 1, 4 ponto percentual (p.
p. ) em relação a julho; e de 2, 9 p.
p. na comparação com agosto do ano passado.
Notícias relacionadas: BC reduz juros básicos para 13, 75% ao ano. Mercado eleva projeção de inflação para 4, 99% e reduz PIB.
Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0, 70%, mostra IBGE. Entre as modalidades que mais pressionaram o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o cartão parcelado.
Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48, 5% ao ano em agosto, com aumento de 0, 8 p. p.
no mês e de 2, 3 p. p.
em 12 meses. No caso especificamente das empresas, a taxa média de 24, 2% representa recuo de 1, 0 p.
p. no mês e de 0, 7 p.
p. em 12 meses.
“Prevaleceu o efeito da variação das taxas (efeito taxa), com destaque para as reduções das taxas médias de cartão de crédito rotativo (-26, 9 p. p.
), de capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-4, 1 p. p.
) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (-1, 0 p. p.
)”, detalhou o BC. Crédito Apesar dos juros mais elevados, o crédito às famílias continuou crescendo.
O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2, 6 trilhões, com expansão de 0, 8% no mês e de 10, 5% em 12 meses. O resultado foi puxado principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, modalidade que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.
Nas empresas, a taxa média de juros do crédito livre ficou em 24, 2% ao ano, após recuo de 1 p. p.
em agosto. O saldo dessas operações somou R$ 1, 6 trilhão, com queda de 0, 6% no mês e alta de 0, 5% em 12 meses.
Segundo o BC, o resultado foi influenciado principalmente pela redução das operações de capital de giro, de desconto de duplicatas e outros recebíveis. O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4, 1 trilhões em agosto, crescimento de 0, 2% no mês e de 6, 5% em 12 meses.
Endividamento e inadimplência Os indicadores de crédito mostram que o endividamento das famílias atingiu 49, 9% em julho, com aumento de 0, 2 p. p.
em relação ao mês anterior e de 1, 1 p. p.
em 12 meses. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28, 7%, estável na comparação mensal, mas 1, 4 p.
p. acima do registrado um ano antes.
Ao mesmo tempo, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 5% em agosto, com alta de 0, 1 p. p.
no mês e de 0, 9 p. p.
em 12 meses. Entre as famílias, a taxa de inadimplência chegou a 6%, avançando 0, 2 p.
p. em relação a julho e 1, 1 p.
p. na comparação anual.
Nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 3, 3%. Crédito total soma R$ 7, 4 trilhões O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7, 4 trilhões em agosto, o que representa expansão de 0, 5% no mês.
As operações com famílias cresceram 0, 8%, chegando a R$ 4, 7 trilhões. Nas empresas, houve redução de 0, 1%, para R$ 2, 7 trilhões.
Em 12 meses, o crédito total acumulou crescimento de 9, 2%, com avanço de 10, 5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7, 1% naquelas voltadas às empresas. Considerando empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22 trilhões em agosto, o que equivale a 164, 9% do Produto Interno Bruto (PIB).
O saldo cresceu 0, 6% no mês e 11, 3% em 12 meses. O crédito ampliado às empresas somou R$ 7, 3 trilhões, valor equivalente a 54, 6% do PIB, com expansão de 1, 1% em agosto e de 8, 7% na comparação anual.
Reservas bancárias avançam Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável, na comparação com o mês anterior, em R$ 432, 6 bilhões. Tendo como base comparativa agosto de 2025, apresentou retração de 1, 4%.
As reservas bancárias cresceram 4, 5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0, 5%.
p. ) em relação a julho; e de 2, 9 p.
p. na comparação com agosto do ano passado.
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Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0, 70%, mostra IBGE. Entre as modalidades que mais pressionaram o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o cartão parcelado.
Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48, 5% ao ano em agosto, com aumento de 0, 8 p. p.
no mês e de 2, 3 p. p.
em 12 meses. No caso especificamente das empresas, a taxa média de 24, 2% representa recuo de 1, 0 p.
p. no mês e de 0, 7 p.
p. em 12 meses.
“Prevaleceu o efeito da variação das taxas (efeito taxa), com destaque para as reduções das taxas médias de cartão de crédito rotativo (-26, 9 p. p.
), de capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-4, 1 p. p.
) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (-1, 0 p. p.
)”, detalhou o BC. Crédito Apesar dos juros mais elevados, o crédito às famílias continuou crescendo.
O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2, 6 trilhões, com expansão de 0, 8% no mês e de 10, 5% em 12 meses. O resultado foi puxado principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, modalidade que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.
Nas empresas, a taxa média de juros do crédito livre ficou em 24, 2% ao ano, após recuo de 1 p. p.
em agosto. O saldo dessas operações somou R$ 1, 6 trilhão, com queda de 0, 6% no mês e alta de 0, 5% em 12 meses.
Segundo o BC, o resultado foi influenciado principalmente pela redução das operações de capital de giro, de desconto de duplicatas e outros recebíveis. O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4, 1 trilhões em agosto, crescimento de 0, 2% no mês e de 6, 5% em 12 meses.
Endividamento e inadimplência Os indicadores de crédito mostram que o endividamento das famílias atingiu 49, 9% em julho, com aumento de 0, 2 p. p.
em relação ao mês anterior e de 1, 1 p. p.
em 12 meses. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28, 7%, estável na comparação mensal, mas 1, 4 p.
p. acima do registrado um ano antes.
Ao mesmo tempo, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 5% em agosto, com alta de 0, 1 p. p.
no mês e de 0, 9 p. p.
em 12 meses. Entre as famílias, a taxa de inadimplência chegou a 6%, avançando 0, 2 p.
p. em relação a julho e 1, 1 p.
p. na comparação anual.
Nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 3, 3%. Crédito total soma R$ 7, 4 trilhões O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7, 4 trilhões em agosto, o que representa expansão de 0, 5% no mês.
As operações com famílias cresceram 0, 8%, chegando a R$ 4, 7 trilhões. Nas empresas, houve redução de 0, 1%, para R$ 2, 7 trilhões.
Em 12 meses, o crédito total acumulou crescimento de 9, 2%, com avanço de 10, 5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7, 1% naquelas voltadas às empresas. Considerando empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22 trilhões em agosto, o que equivale a 164, 9% do Produto Interno Bruto (PIB).
O saldo cresceu 0, 6% no mês e 11, 3% em 12 meses. O crédito ampliado às empresas somou R$ 7, 3 trilhões, valor equivalente a 54, 6% do PIB, com expansão de 1, 1% em agosto e de 8, 7% na comparação anual.
Reservas bancárias avançam Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável, na comparação com o mês anterior, em R$ 432, 6 bilhões. Tendo como base comparativa agosto de 2025, apresentou retração de 1, 4%.
As reservas bancárias cresceram 4, 5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0, 5%.
Fonte: Agencia Brasil - Economia link original