Na ONU, Lula defende cooperação contra crime organizado em meio a divergência com EUA sobre PCC e CV
Por Redacao | 22/09/2026 13:00 | 3 min de leitura
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a primeira-dama, Janja Silva, chegam para participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU, em Nova York, EUA, em 22 de setembro David Dee Delgado/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, o combate ao crime organizado e uma maior cooperação internacional na área. Lula fez o discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta terça-feira (22).
O Brasil é tradicionalmente o primeiro país a falar no mais importante debate diplomático global. O presidente citou acordos do Brasil com países vizinhos e a parceria mantida com os Estados Unidos.
A avaliação apresentada por Lula é que, como as organizações criminosas atuam além das fronteiras nacionais, o enfrentamento também precisa envolver os diferentes países, com troca de informações, compartilhamento de inteligência e atuação conjunta das forças de segurança. Agora no g1 🌎 A Assembleia Geral da ONU é o principal evento das Nações Unidas e acontece anualmente em Nova York.
Durante a assembleia, líderes dos 193 países membros da ONU discursam. 🗨️ O Brasil é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes na ONU, que está em sua 81ª edição.
🔎Cada país tem o direito de fazer um discurso para apresentar seu ponto de vista sobre o tema do encontro e a situação global. O tema deste ano é "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".
Debate sobre PCC e CV O tema ganhou peso na relação entre Brasil e Estados Unidos. O governo Donald Trump tem afirmado que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
Os Estados Unidos passaram a tratar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O governo brasileiro contesta esse enquadramento, embora defenda o endurecimento das ações contra as facções, com retomada de comunidades sob domínio do crime, reforço de segurança e fiscalização nas fronteiras e maior integração entre as forças de segurança.
Para o governo brasileiro, PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas sobretudo à obtenção de lucro por meio de atividades como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e controle de regiões, mas não grupos que se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira. 🔎A Lei Antiterrorismo brasileira considera terrorismo a prática de determinados atos por razões como xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado.
É com base nessa diferença de motivação que o governo sustenta que as facções devem ser combatidas como organizações criminosas, e não enquadradas como grupos terroristas. Ministério da Segurança Pública O tema também tem aparecido nos discursos de campanha de Lula no Brasil.
O presidente defende a criação de um Ministério da Segurança Pública e a aprovação da PEC da Segurança, proposta que amplia a participação da União no enfrentamento ao crime e busca aumentar a integração com estados e municípios. A PEC também prevê mudanças nas atribuições das forças federais, com ampliação da atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início deste mês, mas ainda precisa ser analisada pelo plenário da Casa para começar a valer. Lula discursa na ONU Al Drago/Reuters
O Brasil é tradicionalmente o primeiro país a falar no mais importante debate diplomático global. O presidente citou acordos do Brasil com países vizinhos e a parceria mantida com os Estados Unidos.
A avaliação apresentada por Lula é que, como as organizações criminosas atuam além das fronteiras nacionais, o enfrentamento também precisa envolver os diferentes países, com troca de informações, compartilhamento de inteligência e atuação conjunta das forças de segurança. Agora no g1 🌎 A Assembleia Geral da ONU é o principal evento das Nações Unidas e acontece anualmente em Nova York.
Durante a assembleia, líderes dos 193 países membros da ONU discursam. 🗨️ O Brasil é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes na ONU, que está em sua 81ª edição.
🔎Cada país tem o direito de fazer um discurso para apresentar seu ponto de vista sobre o tema do encontro e a situação global. O tema deste ano é "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".
Debate sobre PCC e CV O tema ganhou peso na relação entre Brasil e Estados Unidos. O governo Donald Trump tem afirmado que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
Os Estados Unidos passaram a tratar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O governo brasileiro contesta esse enquadramento, embora defenda o endurecimento das ações contra as facções, com retomada de comunidades sob domínio do crime, reforço de segurança e fiscalização nas fronteiras e maior integração entre as forças de segurança.
Para o governo brasileiro, PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas sobretudo à obtenção de lucro por meio de atividades como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e controle de regiões, mas não grupos que se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira. 🔎A Lei Antiterrorismo brasileira considera terrorismo a prática de determinados atos por razões como xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado.
É com base nessa diferença de motivação que o governo sustenta que as facções devem ser combatidas como organizações criminosas, e não enquadradas como grupos terroristas. Ministério da Segurança Pública O tema também tem aparecido nos discursos de campanha de Lula no Brasil.
O presidente defende a criação de um Ministério da Segurança Pública e a aprovação da PEC da Segurança, proposta que amplia a participação da União no enfrentamento ao crime e busca aumentar a integração com estados e municípios. A PEC também prevê mudanças nas atribuições das forças federais, com ampliação da atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início deste mês, mas ainda precisa ser analisada pelo plenário da Casa para começar a valer. Lula discursa na ONU Al Drago/Reuters
Fonte: G1 - Ultimas Noticias link original