Entenda medida provisória e projeto que proíbem bets no Brasil
Por Redacao | 27/09/2026 06:00 | 5 min de leitura
Sob o argumento de problema de saúde pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (25) medida provisória (MP) que determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets no Brasil. A decisão alcança tanto as apóstas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e também as autorizações concedidas por estados e pelo Distrito Federal.
A medida não atinge outras modalidades de loteria com autorização prevista em lei. O que muda?
Notícias relacionadas: Bets passam a ser proibidas no país e apóstador receberá saldo. Saúde fará busca ativa de apóstadores após fim das bets.
Bets que continuarem no ar após prazo serão bloqueadas, diz Durigan. Com a públicação da MP, as empresas que operavam legalmente no país deixam de poder oferecer apóstas ou fazer publicidade da atividade.
A medida estabelece ainda um calendário para o encerramento das plataformas e a devolução dos valores que permanecerem nas contas dos apóstadores. • 25 de setembro: públicação da MP e início da proibição de novos aportes; • 5 de outubro, às 23h59: termina o prazo para retirada voluntária dos valores; • 6 de outubro: sites e aplicativos de apóstas deverão sair do ar; • 7 e 8 de outubro: empresas deverão informar aos bancos os saldos remanescentes, discriminados por CPF; • 9 a 14 de outubro: instituições financeiras deverão devolver os valores aos apóstadores; • A partir de 14 de outubro: em caso de impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal receberá os recursos e fará o pagamento aos apóstadores.
E a publicidade? As empresas também terão de retirar anúncios e materiais de patrocínio.
O prazo para a retirada voluntária termina em 5 de outubro e inclui publicidade veiculada em meios físicos e em peças de publicidade no exterior. A partir da públicação da MP, não poderão ser feitas novas ações de divulgação das bets.
Haverá indenização? Segundo o governo, a extinção das autorizações ocorre por motivo de interesse público.
Por isso, a MP estabelece que as empresas não terão direito a indenização por: • lucros cessantes; • investimentos realizados; • expectativa de continuidade da atividade; • devolução, total ou parcial, dos valores pagos pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apóstas de quota fixa.
Cada uma custou R$ 30 milhões, totalizando R$ 2, 55 bilhões pagos pelas empresas no processo de concessão. E quem descumprir?
A MP prevê sanções administrativas para pessoas físicas e jurídicas que desrespeitarem as novas regras. As punições podem incluir: • advertência; • multas de até R$ 2 bilhões; • suspensão parcial das atividades; • suspensão total das atividades, no caso de empresas.
Projeto prevê prisão Além da medida provisória, o governo enviará ao Congresso projeto de lei para criar crimes específicos relacionados às apóstas de quota fixa. A proposta estabelece cinco condutas que poderão ser consideradas crimes e precisará ser analisada e aprovada pelo Congresso para entrar em vigor.
Entre as condutas previstas estão: • Explorar apóstas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão; • Divulgar apóstas ou captar apóstadores: 2 a 4 anos e multa; • Usar dados pessoais para captar apóstadores: 2 a 4 anos e multa, com possibilidade de aumento da pena em situações específicas; • Facilitar financeiramente a exploração: 2 a 4 anos e multa; • Fornecer aplicação de internet para apóstas: 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações. O projeto também prevê agravamento quando houver uso de dados de saúde, histórico de apóstas ou informações de crianças e adolescentes, além de situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados.
Como será a fiscalização? O governo afirma que pretende intensificar o combate ao mercado ilegal após o encerramento das plataformas autorizadas.
Os ministérios da Fazenda e da Justiça deverão atuar no bloqueio de sites irregulares. Entre as medidas previstas estão: • bloqueio de domínios; • remoção de aplicativos; • restrição dos meios de pagamento; • bloqueio de contas utilizadas ilegalmente; • rastreamento de recursos movimentados pelas plataformas.
A Secretaria de Prêmios e Apóstas (SPA) do Ministério da Fazenda atualmente usa mecanismos de monitoramento do mercado ilegal. A MP também cria um Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apóstas, coordenado pela Casa Civil.
Por que o governo decidiu? O governo apresenta a saúde pública e os impactos financeiros das apóstas como algumas das principais justificativas para a medida.
Segundo os dados divulgados pelo Executivo, o transtorno relacionado ao jogo pode estar associado a problemas como ansiedade, depressão, alterações no sono e no humor, conflitos familiares e prejuízos financeiros. O governo também cita o crescimento da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionada a problemas com apóstas.
Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apóstas cresceram cerca de 140%, segundo os dados apresentados pelo governo. Até 2028, se nada fosse feito, a demanda cresceria outros 104%.
O governo citou um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde que estima em R$ 38, 8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos. Desse total, R$ 30, 6 bilhões (quase 79%) estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.
E os apóstadores? A principal orientação neste momento é observar o calendário estabelecido pela MP.
Quem possui valores nas plataformas terá até 5 de outubro, às 23h59, para pedir voluntariamente a retirada. Depois desse prazo, começa o processo de identificação e devolução dos saldos remanescentes pelas instituições financeiras.
O governo também mantém uma plataforma de autoexclusão para restringir o acesso às casas de apóstas autorizadas, ferramenta criada antes da decisão de encerrar o mercado. O que acontece agora?
A MP produz efeitos imediatos a partir da públicação, mas o processo legislativo continua no Congresso Nacional. O Parlamento tem até 120 dias para votar o texto.
Paralelamente, o projeto que cria os cinco crimes relacionados às bets ainda dependerá de análise dos deputados e senadores.
A medida não atinge outras modalidades de loteria com autorização prevista em lei. O que muda?
Notícias relacionadas: Bets passam a ser proibidas no país e apóstador receberá saldo. Saúde fará busca ativa de apóstadores após fim das bets.
Bets que continuarem no ar após prazo serão bloqueadas, diz Durigan. Com a públicação da MP, as empresas que operavam legalmente no país deixam de poder oferecer apóstas ou fazer publicidade da atividade.
A medida estabelece ainda um calendário para o encerramento das plataformas e a devolução dos valores que permanecerem nas contas dos apóstadores. • 25 de setembro: públicação da MP e início da proibição de novos aportes; • 5 de outubro, às 23h59: termina o prazo para retirada voluntária dos valores; • 6 de outubro: sites e aplicativos de apóstas deverão sair do ar; • 7 e 8 de outubro: empresas deverão informar aos bancos os saldos remanescentes, discriminados por CPF; • 9 a 14 de outubro: instituições financeiras deverão devolver os valores aos apóstadores; • A partir de 14 de outubro: em caso de impedimento para a devolução, a Caixa Econômica Federal receberá os recursos e fará o pagamento aos apóstadores.
E a publicidade? As empresas também terão de retirar anúncios e materiais de patrocínio.
O prazo para a retirada voluntária termina em 5 de outubro e inclui publicidade veiculada em meios físicos e em peças de publicidade no exterior. A partir da públicação da MP, não poderão ser feitas novas ações de divulgação das bets.
Haverá indenização? Segundo o governo, a extinção das autorizações ocorre por motivo de interesse público.
Por isso, a MP estabelece que as empresas não terão direito a indenização por: • lucros cessantes; • investimentos realizados; • expectativa de continuidade da atividade; • devolução, total ou parcial, dos valores pagos pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apóstas de quota fixa.
Cada uma custou R$ 30 milhões, totalizando R$ 2, 55 bilhões pagos pelas empresas no processo de concessão. E quem descumprir?
A MP prevê sanções administrativas para pessoas físicas e jurídicas que desrespeitarem as novas regras. As punições podem incluir: • advertência; • multas de até R$ 2 bilhões; • suspensão parcial das atividades; • suspensão total das atividades, no caso de empresas.
Projeto prevê prisão Além da medida provisória, o governo enviará ao Congresso projeto de lei para criar crimes específicos relacionados às apóstas de quota fixa. A proposta estabelece cinco condutas que poderão ser consideradas crimes e precisará ser analisada e aprovada pelo Congresso para entrar em vigor.
Entre as condutas previstas estão: • Explorar apóstas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão; • Divulgar apóstas ou captar apóstadores: 2 a 4 anos e multa; • Usar dados pessoais para captar apóstadores: 2 a 4 anos e multa, com possibilidade de aumento da pena em situações específicas; • Facilitar financeiramente a exploração: 2 a 4 anos e multa; • Fornecer aplicação de internet para apóstas: 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações. O projeto também prevê agravamento quando houver uso de dados de saúde, histórico de apóstas ou informações de crianças e adolescentes, além de situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados.
Como será a fiscalização? O governo afirma que pretende intensificar o combate ao mercado ilegal após o encerramento das plataformas autorizadas.
Os ministérios da Fazenda e da Justiça deverão atuar no bloqueio de sites irregulares. Entre as medidas previstas estão: • bloqueio de domínios; • remoção de aplicativos; • restrição dos meios de pagamento; • bloqueio de contas utilizadas ilegalmente; • rastreamento de recursos movimentados pelas plataformas.
A Secretaria de Prêmios e Apóstas (SPA) do Ministério da Fazenda atualmente usa mecanismos de monitoramento do mercado ilegal. A MP também cria um Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apóstas, coordenado pela Casa Civil.
Por que o governo decidiu? O governo apresenta a saúde pública e os impactos financeiros das apóstas como algumas das principais justificativas para a medida.
Segundo os dados divulgados pelo Executivo, o transtorno relacionado ao jogo pode estar associado a problemas como ansiedade, depressão, alterações no sono e no humor, conflitos familiares e prejuízos financeiros. O governo também cita o crescimento da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionada a problemas com apóstas.
Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apóstas cresceram cerca de 140%, segundo os dados apresentados pelo governo. Até 2028, se nada fosse feito, a demanda cresceria outros 104%.
O governo citou um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde que estima em R$ 38, 8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos. Desse total, R$ 30, 6 bilhões (quase 79%) estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.
E os apóstadores? A principal orientação neste momento é observar o calendário estabelecido pela MP.
Quem possui valores nas plataformas terá até 5 de outubro, às 23h59, para pedir voluntariamente a retirada. Depois desse prazo, começa o processo de identificação e devolução dos saldos remanescentes pelas instituições financeiras.
O governo também mantém uma plataforma de autoexclusão para restringir o acesso às casas de apóstas autorizadas, ferramenta criada antes da decisão de encerrar o mercado. O que acontece agora?
A MP produz efeitos imediatos a partir da públicação, mas o processo legislativo continua no Congresso Nacional. O Parlamento tem até 120 dias para votar o texto.
Paralelamente, o projeto que cria os cinco crimes relacionados às bets ainda dependerá de análise dos deputados e senadores.
Fonte: Agencia Brasil - Economia link original